sábado, 14 de dezembro de 2013

Seminário Permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII"

Convidamos todos os interessados para a próxima sessão do seminário permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII"

A iniciativa decorrerá no próximo dia 18 de Dezembro, pelas 15h, num workshop dedicado ao Tratado do Homem, de Descartes, com intervenções de Adelino Cardoso, Hervé Baudry e Luís Manuel Bernardo.

A sessão terá lugar na sala 0. 07 (a confirmar) do Edifício I&D da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Av. de Berna.

A entrada é livre.

O Secretariado Científico.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Corpo e Natureza em Boerhaave" Resumo da Comunicação (6. 12. 2013) Hermann Boerhaave (1668-1738, professor da Universidade de Leyden, na Holanda, foi, sem dúvida, o médico mais influente da primeira metade do século XVIII. A sua concepção de natureza inscreve-se na corrente mecanicista então dominante, mas demarca-se claramente do cartesianismo, ao afirmar que a definição meramente matemática do corpo como extensão não é satisfatória: o corpo é extenso, mas também impenetrável, figurado e móvel. No que se refere especificamente ao corpo humano, a abordagem de Boerhaave é muito interessante porque, demarcando-se da hipótese humoralista em vigor, que vê no corpo uma mistura de diferentes elementos e cujo funcionamento é regulado pela relação entre os humores (sangue, linfa, bilis negra e bílis amarela, considera que o corpo é um composto formado por aposição de partes homogéneas. O esforço principal de Boerhaave residiu, sob este aspecto, em determinar a composição das partículas mias elementares que formam o composto orgânico: são partículas "terrestres" "muito pequenas" e "semelhantes em todas as partes". Boerhaave realça a originalidade desta sua investigação, que podemos situar nos primórdios da célula.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Iatromecanicismo na "Matheria Medica" de Jacob de Castro Sarmento



Resumo da Comunicação (6. 12. 2013) :


Jacob de Castro Sarmento (1691-1762), filho de cristãos novos, foi baptizado em Bragança, sua cidade natal, Henrique de Castro Sarmento. Primeiro divulgador das ideias de Hermann Boerhaave (1668-1738) em Portugal, veicula através da sua obra Matheria Medica Phisico-Historico-Mechanica (1735) o iatromecaniscismo, uma nova forma de encarar a prática médica segundo os pressupostos mecanicistas, mais propriamente a corrente fibrilista que encontrava nas fibras os corpúsculos mais ínfimos, os elementos basilares de todos os corpos, chave para a compreensão da vida saudável e enferma. 

Precursor no seu tempo, investigador no exacto sentido do termo, filósofo, humanista e médico, Jacob de Castro Sarmento, eleito membro da Royal Society em 1730, foi um dos pensadores portugueses que durante a primeira metade do século XVIII mais impulsionaram a cultura portuguesa. 

Na esteira dos maiores modernos, ergueu-se “sobre ombros de gigantes” antigos como Hipócrates e Galeno cujas teses foram estudadas e, em muitos momentos da sua Matheria Medica, elogiadas e reconhecidas pelo grande valor do seu contributo. Filósofo e médico mecanicista, inicia a sua obra com a clareza e o rigor que a irá caracterizar até à última palavra. Busca conferir às suas palavras a inteligibilidade própria de toda a obra que se rege por leis. Ao começar por apresentar as leis para a inteligibilidade da sua obra, marca, desde o início, um posicionamento e o estabelecimento de um método, estrutura geral de inteligibilidade que implica a ideia de ordem da Natureza. O médico indica o ponto de vista mais adequado para julgar a sua própria obra. A obra é um veículo de circulação de saber, através dela, localiza-se, posiciona-se, apresenta-se como tradutor e divulgador mais do que autor, sempre certo de que a circulação não é apenas um conceito fundamental, mas um fenómeno vital. Em concordância com esta ideia, a obra em análise terá de ser entendida como reacção a outros pensadores, preservando a integridade de um estilo individual, peculiar e acima de tudo, comunicável, por se reger por leis.

Não sendo possível explorar detidamente cada ponto de uma obra tão vasta e rica, iremos debruçar-nos sobre os aspectos mais característicos, pretendendo neste empreendimento explorar os conceitos fundamentais que o norteiam, partindo da base que o suporta, seguindo o próprio método difundido pelo autor. Procuraremos os alicerces que sustentam o corpo, neste caso, o corpo da obra de Castro Sarmento. 


Joana Caldeira Martins
Bolseira do Projecto de Investigação " O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII"

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

As MARGENS DA NATUREZA: o que nos ensina a iconografia da história da medicina?


In: Aldrovandi, Ulisses, Monstrorum historia cum Paralipomenis historiae omnium animalium.

Bononiae : typis Nicolai Tebaldini, 1642


 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Curso Causalidade e Natureza


Convidamos todos os interessados a participar na próxima sessão do Curso "Causalidade e Natureza", que vai decorrer no dia 1 de Novembro de 2013, das 10 às 12.30h na sala 1. 06 do edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, Av. de Berna, 26, Lisboa.
 
A Professora Maria Luísa Ribeiro Ferreira orientará esta sessão, que versará sobre  o tema "Natureza e Matéria em Espinosa".
 
Saudações cordiais.

domingo, 20 de outubro de 2013

Próxima sessão do seminário permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII"


Informamos que se realizará no próximo dia 23 de Outubro (Quarta-Feira), pelas 17.30  a próxima sessão do Seminário Permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII", em que o investigador  Pedro Silva apresentará um trabalho intitulado "Da máquina ao organismo".

A sessão decorrerá na sala 0.06, piso 0, do Edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, Avenida de Berna, 26 / 1069-061 Lisboa.

A sessão é aberta a todos os interessados que a ela quiserem assistir e participar.

O Secretariado Científico.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013


COLÓQUIO
 
"O Jardim de Orta: Botânica, Medicina e Cultura nos Colóquios de Garcia de Orta" |24 e 25 de outubro de 2012| Biblioteca Nacional de Portugal

Programa:
 
24 DE OUTUBRO

14.45h Sessão de abertura
 
DIRECTORA DA BNP, BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS, ADELINO CARDOSO

15h Conferência inaugural O jardim Abandonado: o conhecimento da matéria médica no império português nos séculos XVII a XIX.
JOSÉ PEDRO SOUSA DIAS (Museu de História Natural e da Ciência / Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência)

BOTÂNICA

16h As experiências do paladar na construção do saber botânico sobre frutos tropicais nos «Colóquios»
DORA DE LIMA (Centro de História de Além-Mar, UNL)

16.45h Tradição e inovação na botânica dos Colóquios. Os cocos e as palmeiras segundo Garcia de Orta
JOÃO CABRAL (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental)

17.30h Os jardins medicinais em Garcia de Orta e na Europa renascentista
PALMIRA FONTES DA COSTA (Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Polo da UNL)

18h Inauguração da exposição Antes de Lineu: o mundo das plantas impresso na BNP
UNL)

 
25 DE OUTUBRO
 
MEDICINA E CULTURA

10h A Oriente e a Ocidente: os caminhos entrecruzados de Garcia de Orta e de Amato Lusitano
ANTÓNIO ANDRADE (Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro)

10.45h Algumas considerações sobre o mal francês em Amato Lusitano e Garcia de Orta
CARLOS DE MIGUEL MORA (Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro)

11.45h O tempo do saber nos Colóquios de Garcia de Orta
ADELINO CARDOSO (Centro de História da Cultura, UNL)

12.30h Experiências educativas sobre Garcia de Orta SUSANA BICHO (Câmara Municipal de Castelo de Vide)

EDIÇÕES DOS COLÓQUIOS

15h Orta, as edições e os debuxos de Dioscórides (a propósito das fontes directas dos Colóquios)
CARLOS DE JESUS (Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra)

15.45h Em torno dos Colóquios
JOÃO ALVES DIAS (Centro de Estudos Históricos, UNL)

16.30h Conferência de encerramento Garcia de Orta e as Plantas na Obra Poética Camoniana
JORGE PAIVA (Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra)

17.30h Sessão de encerramento
PALMIRA FONTES DA COSTA, ANTÓNIO ANDRADE
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«Os Colóquios de Garcia de Orta (que contam 450 anos em 2013) são uma obra de diálogo entre Oriente e Ocidente, no qual se confrontam representações e práticas no plano da ciência médica e da arte de curar, mas também no domínio dos costumes e tradições locais. Marcam-se diferenças e contrastes, num exercício de avaliação crítica dos saberes disponíveis em ambos os universos culturais. O contacto com uma outra cultura é igualmente um convite a repensar a cultura do autor e do público letrado ao qual se dirige.»
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