domingo, 20 de outubro de 2013

Próxima sessão do seminário permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII"


Informamos que se realizará no próximo dia 23 de Outubro (Quarta-Feira), pelas 17.30  a próxima sessão do Seminário Permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII", em que o investigador  Pedro Silva apresentará um trabalho intitulado "Da máquina ao organismo".

A sessão decorrerá na sala 0.06, piso 0, do Edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, Avenida de Berna, 26 / 1069-061 Lisboa.

A sessão é aberta a todos os interessados que a ela quiserem assistir e participar.

O Secretariado Científico.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013


COLÓQUIO
 
"O Jardim de Orta: Botânica, Medicina e Cultura nos Colóquios de Garcia de Orta" |24 e 25 de outubro de 2012| Biblioteca Nacional de Portugal

Programa:
 
24 DE OUTUBRO

14.45h Sessão de abertura
 
DIRECTORA DA BNP, BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS, ADELINO CARDOSO

15h Conferência inaugural O jardim Abandonado: o conhecimento da matéria médica no império português nos séculos XVII a XIX.
JOSÉ PEDRO SOUSA DIAS (Museu de História Natural e da Ciência / Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência)

BOTÂNICA

16h As experiências do paladar na construção do saber botânico sobre frutos tropicais nos «Colóquios»
DORA DE LIMA (Centro de História de Além-Mar, UNL)

16.45h Tradição e inovação na botânica dos Colóquios. Os cocos e as palmeiras segundo Garcia de Orta
JOÃO CABRAL (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental)

17.30h Os jardins medicinais em Garcia de Orta e na Europa renascentista
PALMIRA FONTES DA COSTA (Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Polo da UNL)

18h Inauguração da exposição Antes de Lineu: o mundo das plantas impresso na BNP
UNL)

 
25 DE OUTUBRO
 
MEDICINA E CULTURA

10h A Oriente e a Ocidente: os caminhos entrecruzados de Garcia de Orta e de Amato Lusitano
ANTÓNIO ANDRADE (Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro)

10.45h Algumas considerações sobre o mal francês em Amato Lusitano e Garcia de Orta
CARLOS DE MIGUEL MORA (Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro)

11.45h O tempo do saber nos Colóquios de Garcia de Orta
ADELINO CARDOSO (Centro de História da Cultura, UNL)

12.30h Experiências educativas sobre Garcia de Orta SUSANA BICHO (Câmara Municipal de Castelo de Vide)

EDIÇÕES DOS COLÓQUIOS

15h Orta, as edições e os debuxos de Dioscórides (a propósito das fontes directas dos Colóquios)
CARLOS DE JESUS (Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra)

15.45h Em torno dos Colóquios
JOÃO ALVES DIAS (Centro de Estudos Históricos, UNL)

16.30h Conferência de encerramento Garcia de Orta e as Plantas na Obra Poética Camoniana
JORGE PAIVA (Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra)

17.30h Sessão de encerramento
PALMIRA FONTES DA COSTA, ANTÓNIO ANDRADE
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«Os Colóquios de Garcia de Orta (que contam 450 anos em 2013) são uma obra de diálogo entre Oriente e Ocidente, no qual se confrontam representações e práticas no plano da ciência médica e da arte de curar, mas também no domínio dos costumes e tradições locais. Marcam-se diferenças e contrastes, num exercício de avaliação crítica dos saberes disponíveis em ambos os universos culturais. O contacto com uma outra cultura é igualmente um convite a repensar a cultura do autor e do público letrado ao qual se dirige.»
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domingo, 6 de outubro de 2013

Seminário sobre José Pinto de Azeredo, doutrina e clínica

José Pinto de Azeredo, doutrina e clínica

SEMINÁRIO / LANÇAMENTO | 11 outubro | 10h00 - 18H00 | BNP | Entrada livre

 
Oficina de trabalho sobre José Pinto de Azeredo (1764-1810), com lançamento da nova edição de Ensaios sobre algumas enfermidades de Angola apresentada por Palmira Fontes da Costa. Organização conjunta da BNP com o Centro de Filosofia da Univ. de Lisboa.
 
Programa
 
10h00 Abertura | Manuel Silvério Marques

10h15 Pinto de Azeredo: um médico livre e eclético | Adelino Cardoso

10h45 Médicos, medicina e poder no trânsito do século XVIII ao XIX | Laurinda Abreu

11h30 José Pinto de Azeredo e controvérsia na ciência | Manuel Silvério Marques

12h15 Um médico moderno no século XVIII | Pedro Abecasis

Debate

Almoço (13h00-14h00)

14h15 O lugar da experiência na construção do saber médico no Império Português (século XVIII) | Jean Luiz Neves Abreu

15h00 José Pinto de Azeredo – um estudante de medicina luso-brasileiro em Edimburgo (1786-1788) | Júlio Costa | Isabel Abecasis

15h45 José Pinto de Azeredo na Torre do Tombo | Teresa Saraiva

Café

17h05 O Projeto José Pinto de Azeredo, doutrina e clínica. Textos e contextos – estado da arte | António Braz de Oliveira | Manuel Silvério Marques

 
Debate

18h00 Sessão de lançamento da nova edição de Ensaios sobre algumas enfermidades de Angola | Apresentação por Palmira Fontes da Costa

 
 
José Pinto Azeredo deixou um valioso espólio médico adormecido durante mais de duzentos anos nas bibliotecas e nos arquivos nacionais. Infelizmente, pois o pouco que deu ao prelo augurava o melhor: duas notáveis expressões das ciências e do pensamento das Luzes em Portugal – em 1790 «Exame Quimico da Atmosphera do Rio de Janeiro» e, em 1799, Ensaios sobre algumas Enfermidades de Angola. Um fac-símile deste último título foi publicado pelo Instituto de Investigação Científica de Angola em 1967 com um estudo biobibliográfico de Mário Milheiros.
 
O Projeto «José Pinto de Azeredo, Doutrina e Clínica. Textos e contextos» assumiu a obrigação de estudar e dar a conhecer a Vida e a Obra de J. P. A. «no respetivo contexto social e cultural e no diálogo que manteve com outros domínios científicos e especulativos da época»; «reconhecer e seriar para edição os manuscritos deixados por José Pinto de Azeredo» e «publicar as obras inéditas mais significativas que conformam e/ou situam a sua Obra científica».
 
Daí a presente edição, compondo o que gostaríamos de designar por primeiro volume das Obras de José Pinto de Azeredo que esperamos ajudar a construir. Trata-se aqui de uma edição em que a grafia foi atualizada, mas que regista as principais variantes encontradas no manuscrito existente no ANTT e que supomos valorizada com um Glossário coligido entre as autoridades da época.
 
Inclui, ainda, cinco estudos de investigadores do Projeto: (i) a biografia de J. P. A., correta e aumentada com factos novos acerca do seu percurso formativo; (ii) uma revisitação aos saberes médicos luso-brasileiros no Iluminismo, no contexto cultural do Brasil, então renascente «centro» cultural; (iii) a determinação e discussão da Ciência da Arte Médica que o físico-mor aprendeu em Universidades europeias e (como ele próprio afirma) no livro da Natureza, acerca das febres, disenterias e tétanos de Angola; (iv) a análise fina da abordagem desta última patologia, hoje rara; finalmente, (v) a releitura de alguns aspetos mais pregnantes da teoria, da epistemologia e da ideologia médicas do precursor da medicina tropical portuguesa.

A nova edição de Ensaios sobre algumas enfermidades de Angola, de José Pinto de Azeredo insere-se no conjunto de realizações do Projeto «José Pinto de Azeredo, Doutrina e Clínica. Textos e contextos», financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio da Biblioteca Nacional de Portugal e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

 

Cabeçalho: Pormenor de «Perspectiva da cidade de S. Paulo de Loanda no reino de Angola» de A. L. P. da Cunha; ca 1825; Bour, grav.; Paris : Langloumé, 1825 | http://purl.pt/3884 | Na imagem com o nr. 11, o Hospital da Miseiricórdia de Luanda

IN: http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=861%3Aseminario-lancamento-jose-pinto-de-azeredo-doutrina-e-clinica-11-out-10h00&catid=163%3A2013&Itemid=887&lang=pt

quinta-feira, 3 de outubro de 2013



 
 
 
 
 
 
 

Os Colóquios de Garcia de Orta são uma obra de diálogo entre Oriente e Ocidente, no qual se confrontam representações e práticas no plano da ciência médica e da arte de curar, mas também no domínio dos costumes e tradições locais. Marcam-se diferenças e contrastes, num exercício de avaliação crítica dos saberes disponíveis em ambos os universos culturais. O contacto com uma outra cultura é igualmente um convite a repensar a cultura do autor e do público letrado ao qual se dirige.  

domingo, 29 de setembro de 2013

Itinerário de Montalto e contexto da Archipathologia - Mesa redonda

 
Decorreu na passada sexta-feira, 27 de Setembro, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra uma Mesa Redonda intitulada "Itinerário de Montalto e Contexto da Archipathologia". Esta sessão de frutuoso debate teve como anfitriões Ana Leonor Pereira e João Rui Pita, a quem deixamos o nosso agradecimento.
Morgado Pereira, o primeiro orador, começou por frisar a importância da Archipathologia como um dos primeiros tratados neuro-psiquiátricos conhecidos. A sua intervenção foi de importância crucial para o entendimento dos principais termos médicos usados por Montalto e sua evolução ao longo da história. Indicou ainda caminhos de pesquisa aos presentes.
Hervé Baudry apontou o itinerário de Elias Montalto colocando-o geograficamente em perspectiva mostrando graficamente o seu percurso. Descreveu Montalto como uma figura social fortemente empenhada no ambiente político. Para além disso, debruçou-se sobre a historiografia e a forma como a História da História da Medicina tem sido abordada desde o estilo heróico até aos mais recentes estudos, como os de Huisman.
Florbela Veiga Frade, por seu turno, mostrou o homem religioso patente no nome por si adoptado em Archipathologia, embora o homem religioso seja mais visível nos manuscritos que deixou. O tratado sobre o capítulo 53 de Isaías é paradigmático pois insere-se num tipo de literatura polémica e incide sobre o tema messiânico, recorrente ao longo dos séculos.
Sandra Neves Silva mostrou o papel da astrologia no currículo universitário, insidindo o estudo sobre a parte astrológica do prefácio dedicado a Maria de Médicis onde Montalto fez o horóscopo da rainha; verificou também no Consilium, outra parte da Archipathologia, o papel desempenhado pelos astros nas curas apresentadas, descrevendo ainda a Melothesia.
Joana Mestre da Costa deu conta do estado da tradução e contribuiu para o debate com ideias pertinentes.
Adelino Cardoso encerrou o debate aguçando o apetite dos participantes para o entendimento do que é um louco em Rodrigo de Castro que publicou no mesmo ano da Archipathologia o Medicus Politicus (1614).
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mesa Redonda sobre Vida e Obra de F. Montalto




Informamos todos os interessados que decorrerá em finais de Setembro, no âmbito das actividades do projecto “Arte médica e inteligibilidade científica na archipathologia de Filipe Montalto, uma Mesa Redonda subordinada ao tema "Itinerário de Montalto e Contexto da Archipathologia".

 

Aberta a todos os interessados, a sessão terá lugar na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra no dia 27 do corrente mês, entre as 10 e as 12.30. Ana Leonor Pereira presidirá à sessão, em que haverá intervenções de Hervé Baudry, José Morgado Pereira, Florbela Frade, Sandra Silva e Adelino Cardoso, coordenador do projecto.

 

A entrada é livre.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013


Enrico Pasini, membro do projecto «o conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII para o século XVIII, acaba de publicar o texto que apresentou em Lisboa no Colóquio "Nature and Causality", que decorreu entre 22 e 23 de Fevereiro 2013.

 O artigo foi publicado no Journal of Interdisciplinary History of Ideas e pode ser consultado em http://www.jihi.eu - http://www.ojs.unito.it/index.php/jihi.