domingo, 29 de setembro de 2013

Itinerário de Montalto e contexto da Archipathologia - Mesa redonda

 
Decorreu na passada sexta-feira, 27 de Setembro, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra uma Mesa Redonda intitulada "Itinerário de Montalto e Contexto da Archipathologia". Esta sessão de frutuoso debate teve como anfitriões Ana Leonor Pereira e João Rui Pita, a quem deixamos o nosso agradecimento.
Morgado Pereira, o primeiro orador, começou por frisar a importância da Archipathologia como um dos primeiros tratados neuro-psiquiátricos conhecidos. A sua intervenção foi de importância crucial para o entendimento dos principais termos médicos usados por Montalto e sua evolução ao longo da história. Indicou ainda caminhos de pesquisa aos presentes.
Hervé Baudry apontou o itinerário de Elias Montalto colocando-o geograficamente em perspectiva mostrando graficamente o seu percurso. Descreveu Montalto como uma figura social fortemente empenhada no ambiente político. Para além disso, debruçou-se sobre a historiografia e a forma como a História da História da Medicina tem sido abordada desde o estilo heróico até aos mais recentes estudos, como os de Huisman.
Florbela Veiga Frade, por seu turno, mostrou o homem religioso patente no nome por si adoptado em Archipathologia, embora o homem religioso seja mais visível nos manuscritos que deixou. O tratado sobre o capítulo 53 de Isaías é paradigmático pois insere-se num tipo de literatura polémica e incide sobre o tema messiânico, recorrente ao longo dos séculos.
Sandra Neves Silva mostrou o papel da astrologia no currículo universitário, insidindo o estudo sobre a parte astrológica do prefácio dedicado a Maria de Médicis onde Montalto fez o horóscopo da rainha; verificou também no Consilium, outra parte da Archipathologia, o papel desempenhado pelos astros nas curas apresentadas, descrevendo ainda a Melothesia.
Joana Mestre da Costa deu conta do estado da tradução e contribuiu para o debate com ideias pertinentes.
Adelino Cardoso encerrou o debate aguçando o apetite dos participantes para o entendimento do que é um louco em Rodrigo de Castro que publicou no mesmo ano da Archipathologia o Medicus Politicus (1614).
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mesa Redonda sobre Vida e Obra de F. Montalto




Informamos todos os interessados que decorrerá em finais de Setembro, no âmbito das actividades do projecto “Arte médica e inteligibilidade científica na archipathologia de Filipe Montalto, uma Mesa Redonda subordinada ao tema "Itinerário de Montalto e Contexto da Archipathologia".

 

Aberta a todos os interessados, a sessão terá lugar na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra no dia 27 do corrente mês, entre as 10 e as 12.30. Ana Leonor Pereira presidirá à sessão, em que haverá intervenções de Hervé Baudry, José Morgado Pereira, Florbela Frade, Sandra Silva e Adelino Cardoso, coordenador do projecto.

 

A entrada é livre.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013


Enrico Pasini, membro do projecto «o conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII para o século XVIII, acaba de publicar o texto que apresentou em Lisboa no Colóquio "Nature and Causality", que decorreu entre 22 e 23 de Fevereiro 2013.

 O artigo foi publicado no Journal of Interdisciplinary History of Ideas e pode ser consultado em http://www.jihi.eu - http://www.ojs.unito.it/index.php/jihi.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Resumo do seminário de Nunzio Allocca


“Nature animale et nature humaine en question à l’Académie Royale des sciences de Paris: anatomie comparée ei causalité psycho-physique chez Claude Perrault”

 

Nunzio Allocca

 

Decorreu, no passado dia 2 de Julho, no edifício ID da FSCH-UNL, mais uma sessão do Seminário Permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII”, que consistiu numa Conferência pelo Professor Nunzio Allocca, da Universidade La Sapienza (Roma), seguida de debate.

 

            A conferência incidiu sobre a fisiologia de Perrault em diálogo com outros importantes nomes, tais como Descartes, Stenon ou Fontenelle. Apesar de partilhar a visão segundo a qual todo e qualquer processo corpóreo é passível de ser descrito em termos mecanicistas, Perrault afasta-se significativamente da concepção cartesiana de autómato ao afirmar que todo este tipo de mecanismo tem necessariamente de ser presidido por uma alma. Essa alma encontra-se, segundo Perrault, num processo contínuo de acertos tendo em vista os seus objectivos e nem todos os seus processos operam no domínio do consciente. O trabalho desenvolvido por Claude Perrault terá provavelmente influenciado estudos posteriores, nomeadamente de G. W. Leibniz ou Georg Stahl.

 

Pedro Silva

terça-feira, 9 de julho de 2013

Convidamos todos os interessados para a próxima sessão de Seminário
sobre a Archipathologia de Montalto que decorrerá já amanhã, dia 10 de
Julho, pelas 17h, no Edifício ID (Av. de Berna, 26).

O tema desta sessão é o Apêndice sobre um caso de hipocondria. No
início da sessão, faremos um ponto da situação e a colega Sandra Silva
fará uma intervenção subordinada ao tema:“Uma favorável figura e
disposição do Céu”: a Exaltação Astrológica de Maria de Médicis na
«Dedicatória» da Archipathologia (1614) de Felipe Montalto.



sábado, 22 de junho de 2013

No âmbito do seminário permanente do projecto «o conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII para o século XVIIII, teremos já no início do próximo mês a presença de Nunzio Alloca que conduzirá uma sessão dedicada ao tema. "Nature animale et nature humaine en question à l'Académie des Sciences de Paris: anatomie comparée et causalité psycho-physique chez Claude Perrault". O seminário decorrerá no dia 2 de Julho, pelas 10h, no edifício ID na Avenida de Berna.
 
A entrada é livre.

Nunzio Alloca é professor agregado de história da ciência e da tecnologia na Universidade La Sapienza Roma. Doutorou-se em 2005 com uma tese intitulada “«Quel corpo che per un certo speciale diritto chiamavo mio». Cartesio e il corpo della mente. Dirige  a equipa de investigação Macchina e vita: modelli epistemologici e implicazioni morali (XVIIe-XIXe siècles), financiada pelo Ateneo Federato di Scienza e Tecnologia da Universidade La Sapienza.

 

Principais publicações:

 
Rivoluzione scientifica, in Treccani Filosofia, vol. 2, a cura di AAVV, Istituto dell'Enciclopedia Italiana, Roma, 2009, pp. 352-356

 
"Il corpo è l'uomo". Corporeità, medicina, magnaminità nell'antropologia di Leopardi, in «Il Cannocchiale. Rivista di studi filosofici», 2009, 1-2, pp. 57-100

 
L'io, l'immagine, il cervello. Sulla teoria cartesiana della visione, in La mente, il corpo e i loro enigmi. Saggi di filosofia. Mente, corpo, realtà, a cura di AAVV, Stamen, Roma, 2007, pp. 83-96

 
Spazio, corpo, relatività: Einstein e Cartesio, in Einstein e la relatività cent'anni dopo, a cura di AAVV, Armando Siciliano Editore, Messina, 2007, 271-294

 
Cartesio e il corpo della mente, Aracne, Roma 2006

 
Il corpo e la mente. Cartesio, Merleau-Ponty e la Philosophy of Mind, in Filosofia e scienze. Studi in onore di Girolamo Cotroneo, a cura di AAVV, Rubbettino, Soveria Mannelli, 2005, 7-26

 
Cogito, corporeità e cognizione in Cartesio, in «Paradigmi», 64, 2004, 131-145

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"Fulguração e Metamorfose: Sobre a Criatividade da Natureza em Leibniz" por Paulo de Jesus

Convidamos todos os interessados a participar na próxima sessão do Seminário Permanente "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII", que terá lugar no dia 24 de Maio, pelas 17h, no Edifício ID  (Av. de Berna, 26), na qual Paulo de Jesus apresentará um trabalho sobre "Fulguração e Metamorfose: Sobre a Criatividade da Natureza em Leibniz".


Resumo
Esta comunicação procederá à análise de duas formas de causalidade pertinentes para uma teoria da natureza, no âmbito da Monadologia leibniziana: uma causalidade intersubstancial, a "fulguração" criadora de mónadas, e uma causalidade intrasubstancial ou imanente, a "metamorfose", que permite o desenvolvimento da completude na sua unidade lógica e dinâmica de ser uno.


Nota Biográfica: 
Paulo Jesus (1974-) é licenciado em Psicologia e doutorado em Filosofia pela EHESS (2006) com uma tese sobre as figuras kantianas da consciência, publicada pela Peter Lang (2008): "Poétique de l'ipse: étude sur le 'je pense' kantien". Foi estudante Erasmus na U. Católica de Lovaina, visiting scholar nas universidades de Nova Iorque e Columbia e estagiário pós-doutorado no CREA (Paris). Atualmente, é investigador no Centro de Filosofia da U. Lisboa, onde dirige o projeto "Poética do eu: Memória, imaginação e narratividade".