domingo, 13 de janeiro de 2013

Curso sobre Natureza e Causalidade

 
Coordenação científica: Adelino Cardoso e Marta Mendonça

[Nota: a primeira sessão do curso, dia 18 de Janeiro, decorrerá na sala de trabalho do Centro de História da Cultura (Edifício ID, Av. de Berna, 26, 2º andar).

Resumo: A natureza (physis) é princípio de ordem, de constituição e de acção, seja à escala cósmica seja à escala do ser individual. No entanto, princípio de acção não implica, forçosamente, eficácia causal. Na transição do século XVII ao XVIII, a causalidade é um ponto fulcral de divergência. O curso “Natureza e Causalidade” visa delinear o quadro geral de inteligibilidade que confere sentido ao debate sobre a noção de natureza e sua eficiência, pondo em confronto diferentes autores, perspectivas e tradições.  
 

O curso constará de 8 sessões:
Uma primeira de explanação dos conceitos de natureza e causalidade e
respectiva ligação;  sete sessões centradas em autores: Robert Boyle, Ralph Cudworth, John Locke, Isaac Newton, Espinosa, Nicolas Malebranche, Leibniz; Uma sessão de conclusões e apresentação de trabalhos produzidos no âmbito do curso.

Calendário: 18 de Janeiro, 15 de Fevereiro, 15 de Março, 12 de Abril, 17 de Maio, 21 de Junho. As sessões posteriores serão  oportunamente marcadas.

O curso  inscreve-se no projecto "O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII” e as sessões decorrerão no Edifício I&D da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Av. de Berna, 26.

Para mais informações contactar os endereços 
cardoso.adelino@gmail.com ou  pedrosilva@campus.ul.pt  .


A entrada é livre.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O TEMPO E A NARRATIVA DO EU, conferência por Adelino Cardoso (Projecto Narrativa e Medicina)


O tempo e a narrativa do eu
Adelino Cardoso

O ponto de partida da investigação em curso é duplo: 1) o tempo articula o modo da narrativa; 2) a experiência do tempo está incorporada nos nossos afectos. Que coisa é o tempo? Uma sucessão de fenómenos que se dão num tempo dividido, fragmentário e homogéneo? Uma duração, no quadro de um tempo unitário e contínuo? Sucessão e duração são regimes distintos do tempo. Como é que eles jogam entre si? Há uma temporalidade imanente à narrativa do eu, que se caracteriza por uma certa duração pontuada pelo instante, que inaugura uma duração. Neste quadro, pergunta-se: O que é o instante? Um momento inovador? Qual o seu modo de fenomenalização?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Curso e Conferência por François Duchesneau


Já na próxima semana, de 12 a 17 de Novembro próximo, François Duchesneau vai estar em Lisboa, para dar um curso e proferir uma conferência, no âmbito do projecto “O conceito de natureza no pensamento médico-filosófico na transição do século XVII ao XVIII”, coordenado por Adelino Cardoso, do Centro de História da Cultura, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.


O curso, subordinado ao tema Machines of nature and vital mechanism, constará de três sessões:


I) Malpighi on Mechanism and the small organic machines, dia 13 de Novembro das 10 às 13h.

II) Leibnizian Physiology and organic bodies, dia 14 de Novembro das 10 às 13h.
III) Organism in the Leibniz-Stahl controversy, dia 15 de Novembro das 10 às 13h.

A entrada é livre, mas sugere-se inscrição, nomeadamente para efeitos de distribuição de materiais de trabalho.

A Conferência terá lugar no dia 15 de Novembro, pelas 17h, sobre o tema: Analysing the living
automaton 1660-1720, na Reserva Visitável do Laboratório Chimico do Museu de História Natural e de Ciência.


François Duchesneau, Professor Emérito da Universidade de Montréal, é, porventura, o maior

especialista, a nível internacional, sobre a temática do projecto mencionado, do qual é consultor. Da sua vasta bibliografia, destacamos:

La physiologie des lumières. Empirisme, modèles et théories. La Haye: Martinus Nijhoff (Kluwer), 1982.
Genèse de la théorie cellulaire. Montréal: Belharmin; Paris: Vrin, 1987.
Leibniz et la méthode de la science. Paris: PUF, 1993.
La dynamique de Leibniz. Paris: Vrin, 1994.
Philosophie de la biologie. Paris: PUF, 1997.
Les modèles du vivant de Descartes à Leibniz. Paris: Vrin, 1998.
Leibniz. Le vivant et l’organisme. Paris: Vrin, 2010.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Colóquio internacional
Pulsão, afecto, inconsciente: da filosofia à psicanálise, da psicanálise à fenomenologia
       
 
Colloque international
Pulsion, affect, inconscient:
de la philosophie à la psychanalyse, de la psychanalyse à la phénoménologie.
8 e 9 de novembro
 
 
Edifício ID – Av. de Berna, 26  Sala 0.06 (Entrada livre)

Organização/Organisation            Centro de História da Cultura

 

Colaboração/Colaboration       

     Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica

 

        Sociedade Portuguesa de Psicanálise



Comissão Científica: Rudolf Bernet, Irene Borges-Duarte, Carmo Sousa Lima, Pedro M. S. Alves.

 

Comissão Organizadora: Nuno Proença, Adelino Cardoso, Ana Paula Rosendo, Igor Lobão

 

08/11/2012

9h30 -  Abertura / Ouverture
10h00 - Irene Borges-Duarte (AFFEN, Universidade de Évora)
O afecto na Análise existencial heideggeriana .  Debate / Débat.

11h00 – Pausa / Pause

11h15 Fernando Belo (Universidade de Lisboa)
Limites ontoteológicos  da psicanálise, que ela transgride.

11h45André Barata (AFFEN, Universidade da Beira Interior)
A psicanálise e a psicanálise de Sartre – relacionamentos e perspectivas.

 
12h15  Debate / Débat

12h45 – Almoço/ Déjeuner  

15h00 - Nuno Proença (CHC, Universidade Nova de Lisboa)
Sur le refoulement: Freud, Schopenhauer et Henry.

15h30  - Elisabetta Basso (Postdoctorant A.v.Humboldt /Technische Universität Berlin Institut für Philosophie, Literatur-,Wissenschafts- und Technikgeschichte)

Phénoménologie et psychanalyse: un débat entre Binswanger et Jaspers 1913-1914.

16h00Paulo de Jesus (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa)
Self narratives with emotional intensities: the dialectics of (in)articulacy and (dis)embodiement.

16h30 Debate / Débat

17h15 Fim da primeira Jornada/ Fin de la première Journée                                                                           

09/11/2012

10h00 - Guy-Félix Duportail (Université Paris-1 Panthéon-Sorbonne)

«Le nœud et la Terre».  Lecture phénoménologique du nœud borroméen de Lacan.

Débat/ Debate

11h00 – Pausa / Pause

11h15Manuel Silvério Marques (Médico/Médecin, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa)
O delírio e o “delíquio” nas cartas de Freud a Fliess

11h45Carmo de Sousa Lima (Psicanalista, Sociedade Portuguesa de Psicanálise)
O “pequeno Hans“ – um pequeno filósofo...  [título susceptível de ser modificado]

12h15 Debate/Débat

12h45 – Almoço / Déjeuner

14h45Franca Madioni (Psychiatre, Psychanalyste / Fonds National Suisse)
Phénoménologie de la deuxième topique freudienne et ses rapports à la temporalité dans la synthèse passive.

15h15Carlos Morujão (Universidade Católica Portuguesa)
Sensação, afecção e corpo somático. Perspectivas a partir de Husserl e de Freud.

15h45Debate / Débat

16h00 Pausa / Pause

16h15Rudolf Bernet (Université Catholique de Louvain /Archives Husserl)
 Entre mécanique, clinique et métaphysique : l’insistance de la pulsion de mort.

Débat/ Debate

17h15 - Encerramento do Colóquio/ Fermeture du Colloque.

 

 

sábado, 27 de outubro de 2012




quarta-feira, 24 de outubro de 2012

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO PROJECTO “ARTE MÉDICA E INTELIGIBILIDADE CIENTÍFICA NA ARCHIPATHOLOGIA DE F. MONTALTO

Convidamos todos os interessados para a sessão de apresentação pública do projecto "Arte médica e inteligibilidade científica na Archipathologia de Filipe Montalto", que contará com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e será coordenado por Adelino Cardoso (Centro de História da Cultura/UNL).

A sessão decorrerá no dia 31 do corrente mês de Outubro, pelas 17h na sala 0.06 do Edifício ID, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Av. de Berna, 26, Lisboa.

Resumo:

A Archipthologia de Filipe Montalto é reconhecida como uma obra de referência na história da psiquiatria e das neurociências. No entanto, esta obra monumental, distribuída por 18 tratados num total de 831 páginas, constitui um imenso ponto de interrogação no que respeita à sua originalidade, coerência interna, modo de inteligibilidade, implicações clínicas. Numa obra focada sobre a doença, qual o lugar do indivíduo singular afetado? A abordagem é estritamente médica ou aponta-se para a especificidade do psiquismo? Qual o seu lugar na passagem da medicina dos humores à medicina mecanicista?

De igual modo, o contexto e a atualidade das conceções propostas na Archipathologia carece de uma abordagem sistemática. Por conseguinte, o projeto aqui apresentado visa articular o contributo de diferentes áreas disciplinares – medicina, história, filosofia, sociologia, humanidades – numa visão integradora.

A justificação do projeto é reforçada pela circunstância de 2014 assinalar o IV Centenário de publicação da Archipathologia e bem assim pela inexistência de exemplares desta obra nas bibliotecas públicas portuguesas. O estudo do texto de Montalto, de que é parte intrínseca a sua tradução, será acompanhado de iniciativas de divulgação e sensibilização do público para este tesouro da cultura científica europeia.